Remoendo freios,
palanqueando pensamentos
Segue o tropeiro com um chin
charcado dedo
Num trote manso cochilando
algum floreio
Num bordoneio de antigas
noites chiruas
Foi labrador, foi domador,
foi peleador
Brinas compridas pra
defender seu chão
Pois é no longo do cavalo,
companheiro
Que este tropeiro vai troteando
a tradição
Alma de pôtaro que veleja nas coxilhas
E se entropilha com o
gado campo afora
Não tem segredo, Zuluar é seu parceiro
Dos decandeiro num propel de última hora
Não tem segredo, Zuluar é seu parceiro
Dos decandeiro num propel de última ho
ra
É Duralida sobre o lombo do cavalo
Que num relincho facholen
to te desperta
Como a dizer, apeie um pouco,
tome um mate
Trote ou lonjuras,
tendo o luar por co berta
Como a dizer, atei um pouco,
tome um mate
Troteou lonjuras,
tendo o luar por coberta
Alma de potro que veleja nas coxilhas
E se entropilha com o gato
campo afora
Não tem segredos, o luar é seu parceiro
Luz de candeiro num troféu
de última ho ra
Não tem segredos, o Luar é seu parceiro
Luz de cangueiro no troféu de última hora
Alma de potro que veleja nas coxilhas
E se entropilha com o
gado canto afora
Não tem segredo,
o Soluar é seu parceiro,
Luz de canjeiro num tropéu
de última hora.
Não tem segredo,
o Soluar é seu parceiro,
Luz de canjeiro num tropéu
de última hora.