A lenda se
desdobra em mar aberto
Gigantesco, frio e sem fomento
Uma luz esquiva atinge o céu deserto
Tudo é desafio nesse momento
Começo de uma rota sinuosa
Sob o hálito viscoso de neblina
Tomo a espada sobre a palma sem a bala
E avanço pela espuma sulfurina
Periga existir, periga existir
Não nada a querer, ó meu talismã
Periga existir, não nada a querer
Ó meu talismã
São muitos perigos,
são duros castigos
ao corpo nu na amplidão
Mas vários sem trégua,
são sete mil léguas
onde os te souros estão
Quantos ardes sobre a negra nau
O embate é solitário e é
forte a correnteza
Vou dar muito além, um erro é fatal
Mas nada me detém,
uma deusa me quer bem
Perigo a existir, perigo a existir,
meu nada querer, ó meu talismã
Perigo a existir, meu nada querer,
ó meu talismã
Em domínios estrangeiros ou por terra,
uma lu a negra paira sobre o vento
Sei das provas que o destino me reserva
Deixo firme as provisões
no armamento
Precinto a batalha monstruosa
Contra a fúria de medusas e gigantes
Levo ao punho minha lança poderosa
E avanço pela escarpa cintilante
Perigo é existir, perigo é existir
Não nada querei, oh meu Tarismã
Perigo é existir e meu nada querer,
oh meu Tarismã
São muitos algozes,
são monstros ferozes
Os guardiães do templo onde vou
Mas luto sem prece, o céu estremece
Quem sabe um Deus me viu
Venço num triz, o duelo final
Descubro o relicário,
encontro a chama ace sa
Já posso voltar
O mar é cruel, mas um vento veloz vem
Uma deusa me quer bem
Perigo existir, perigo existir,
meu nada querer, oh meu talismã
Perigo existir, meu nada querer,
oh meu talis mã
Ô, ô, ô, ô,
Hom, hom, hom
Ô, ô,